3.3.06

Eu desculpo-te.
Sim, eu sei que não me pediste,
mas eu desculpo-te na mesma.
Perdoo-te o que não dizes,
o que não fazes,
o que não és.
Demoro-me no que és, nas pequenas réstias de pseudo-arrependimento
de tudo o que ficou pendente,
do nada que ficou prometido.
Quebraste as promessas que não fizeste.
E eu? Eu desculpei-te.
Que mais poderia, deveria fazer?
Desculpo-te a ti


e a mim.

4 comentários:

Anónimo disse...

eheh.mt giro.patusca smp a escrever dakela maneira cativante e n mt simples.mas n complicada.d todo.simples até demais po k ja vi aki =P simplicidade tb é beleza =D ********

Nokkas disse...

Gostei muito deste post, talvez porque me identifique com ele.

"Quebraste as promessas que não fizeste.
E eu? Eu desculpei-te."

Ás vezes imaginamos demais, tanto que chegamos a querer ver coisas que não existem...

*

Alexx M. disse...

Na tua escrita algo me cativa, me faz ler, reler e identificar-me com o que leio... senti-lo mais profundamente do que a consciência, senti-lo com todo o corpo e com toda a alma. Talvez porque também eu espere que alguém cumpra promessas não feitas, acabando por perdoar se elas foram quebradas. Perdoando-me também a mim por acreditar que elas tivessem sido feitas.
Esperamos sempre demais dos outros... e desiludimo-nos quase sempre.
Adoro a tua escrita, miga. É linda como tu!****

StupiDreamer disse...

o ppoblema é desculparmo-nos mesmo a nós..
que rémedio!
as relações humanas são uns emaranhados tão complexos!já só as que tmeos comnosco mesmos..