18.11.09




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Let's share this, chéri.


The Mon Chéri is a single-wrapped combination, consisting of a "heart" of cherry, floating in a special liqueur and contained in a plain chocolate housing, says Wiki.


But oh no.


Mon Chéri c'est une expression de tendresse.


C'est la personne avec qui je veux partager quelque chose.


L'amour est fou, dit Balibar.


Sim o amor é vão, diz O Sopro do Coração.


É certo e sabido.


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Clave, clave, clave.

Tem cuidado e tira a teima. Vê aquilo que sou.

20.10.09

A tristeza é tua. A alegria é nossa.
O tempo é da relatividade e no espaço não cabemos os dois, juntos.
Apetece-me partir os pratos e desarrumar os papéis que tens em cima da secretária, posso? Com as mãos que cheiram a insubordinação. E a pecado. A mais um dia de tempo inútil.
Não, não fiz nada. Roubei-te mais um milímetro de calendário. Mas o
ar que respiro não tem preço, e mesmo assim eu pago-o
dia-sim dia-não, hoje não, amanhã prometo.
Neste fim de tarde meio escuro, o chá desaparece para dentro das chávenas e eu aprendo a gostar de ti com laços feitos de mel. Se não fosse a memória, adeus romantismo. Mas eu lembro-me e guardo-te comigo por uma questão de sobrevivência. É um mistério quando isso acontece, mas acontece. A defesa adormece, qual tigre manso.
Dorme, segura na minha mão e até amanhã.
Quando chegar a altura, eu digo-te.
Enquanto sonhas, vou pintar o chão e a porta do quarto com estrelas de meia-noite e pombas em ponto-cruz - pela paz ou pelo amor ou coisa do género. Depois encaminho-te à porta e sussurro-te o adeus sentido de quem recebe visitas pela vida fora para correr com a vida para dentro.
Já não és meu, já não me lembro de como era seres meu. Adeus é uma palavra triste, mas vai-te embora. A sério. Somos todos um, o mesmo, não me vais fazer falta.

4.10.09













Go on and grow me a heart.

I'll give it all to you, I want to.

And everything that may be wrong with you, I'll take it gladly.
The way your voice sounds in my ears, and the hands with which you build the world I long to see, and the things you make me want to be, even against my will. It's against my better judgment, all of it. But I feel it. And it feels right. Feels right to embrace your wrong as I seem to talk about it over and over, just 'cause I can find none. I'll find something eventually.

In the meantime, do let yourself in.

9.7.09

We say goodbye.

To people who stayed and now must go.

To moments that passed.

To places that obey their position as we move away, farther way.

To friends who have changed and now reinvent themselves - perhaps to say 'hello' again.

To lives and stories that must come to an end.

We cry a little.

This one was a goodbye year. And it's not even over yet.

Still no clue.

No idea what I'll spend my life on.

For now we'll just release. Leave it all behind and start again.

I say goodbye.

(Toast) Here's to the ones who stay. And to the ones who leave.

And here's to everything else.

'Za vstrechi!'

28.6.09

'Your stitches are all out
But your scars are healing wrong
And the helium room inside your room has come undone

And it's pushing up at the ceiling
And the flickering lights it cannot get beyond

Oh everyone takes turns
Now it's yours to play the part
And they're sitting all around you
Holding copies of your chart

And the misery in their eyes
Is synchronized and reflected into yours

Hold on
One more time with feeling
Try it again
Breathing's just a rhythm
Say it in your mind
Until you know that the words are right
This is, why we, fight

Do do do do do do-we-oo-we-oo-we-oo
Do do do do do do Do do do do do dooooooooo

You thought by now you'd be
So much better than you are
You thought by now they'd see
That you had come so far
And the pride inside their eyes
Would synchronize into a love you've never know
So much more than you've been shown

Hold on
One more time with feeling
Try it again
Breathing's just a rhythm

Say it in your mind
Until you know that the words are right
This is, why we, fight
This is, why, we fight

Do do do do do do-we-oo-we-oo-we-oo
Do do do do do do Do do do do do dooooooooo'

One More Time With Feeling,
Regina Spektor

11.5.09

Russia, Russia, Russia.

I do miss you.

(sigh)

'A thousand times goodnight.'

*

27.4.09

Quando o fim acontece, tu nunca estás lá. Estás sempre longe. Moras numa caixinha fechada, lado a lado com a minha, mas só te vejo de vez em quando, nos raros momentos em que ela permite transparência. Mas só a transparência da tua máscara, se for. Não saberás talvez as palavras certas, então não dizes nada - mas há os teus braços, firmos como uma rocha para além da qual se adivinha (pelo som) um riacho ou um oceano qualquer.

Quando percebo que me enganei, sinto-te a falta como a um erro que gostava de ter cometido. Passo a vida a mandar-te embora, continuo sem saber se quero que fiques e não faço ideia de onde estás. Quando te encontro pelo caminho, sinto-te o corpo separado do meu como se fosse invasão e digo sempre «não, 2 mais 2 não são necessariamente quatro». Não sei dizer que sim, e tu não fazes ideia de quem eu sou. Passo o tempo a enganar-te, porque não te sei responder a essa pergunta.

Quando está frio e às vezes quando chove, eu corro para casa. Chego, sento-me na cama e espero que o que é permeável ignore as gotas de chuva. Deixo que o cansaço me assente bem, para que o sono pareça sagrado. Imagino que a tua caixa se abre e tu existes no meu mundo, estás sentado à minha frente e olhas para mim como se soubesses exactamente o que estás a ver.

Quando agarras na minha mão, eu ouço o rio a correr
e não tem mal que a vida desague inevitavelmente na morte. A ortografia é pouquíssimo importante, os soldados britânicos têm comichão no queixo e o vento a assobiar por entre as folhas das árvores faz-nos sentir eternos.
Mas tu nunca estás lá.

When someone dies,

I'm not sure whether we cry for them or for all the ones who stay.

SAY WHAT?

Say who?

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D@s Pl3ktrüm-/v\ädch3n
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